CHARLY KÜNZ

ULRICHEN, SUÍÇA 1925

Charly Künzi vem de uma família tradicional do cantão de Berna, mas nasceu nos Alpes valaisianos, em Ulrichen.

 

Quando decidiu frequentar uma escola técnica em Biel, cidade situada no limite entre a região francesa e alemã da Suíça, foi morar com um tio-avô, professor e muito culto, a quem admirava.

 

No entanto, queria cursar a Escola Politécnica da Universidade de Lausanne. Determinado, estudou durante dois anos, teve aulas particulares das disciplinas mais importantes e foi prestar o exame de admissão às escondidas de seus pais.

 

O tema dos exames de conhecimentos gerais era decidido por sorteio de ‘bilhetinhos’ tirados de uma urna. Para a prova de geografia, o assunto que lhe coube foi o Brasil, onde veio morar anos mais tarde.

 

Naturalizado brasileiro, o professor Charly Künzi possui várias formações. Depois do ciclo escolar tradicional, formou-se Mecânico eletricista, tem diploma de Matemática pela Universidade de Lausanne, é Engenheiro mecânico pela Escola Politécnica de Lausanne e fez doutorado em Ciências pela Escola Politécnica Federal de Zurique.

 

As escolas técnicas sempre foram um ponto forte na Suíça.

Ao se estabelecer no Brasil, Künzi tentou fortalecer o ensino técnico profissionalizante, pois acreditava que os profissionais de nível médio faziam o elo entre o engenheiro (teórico) e o operário do chão de fábrica.

 

Quando dava aulas no ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos/SP, esforçou-se para prestigiar o profissional técnico brasileiro, fez vários estudos, tentou mobilizar colegas e oficiais de alta patente, mas sem o resultado que esperava.

 

No ITA, foi professor titular, chefe de departamento, de divisão, diretor de ensino, vice-reitor e reitor.

Em épocas críticas, como na ditadura militar, lutou pela democracia e esteve ao lado de alunos e professores que foram afastados da instituição.

 

Aposentado pelo ITA, o professor Künzi foi contratado pela Unicamp, onde criou cursos de pós-graduação e já orientou mais de uma centena de teses de mestrado e doutorado.

 

É presidente da ABCAer – Associação Brasileira de Cultura Aeroespacial e está escrevendo dois livros: um sobre problemas ambientais; e, a pedido de amigos, trabalha na elaboração de sua autobiografia.

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foto acervo particular

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