Emil August Goeldi

Schlatt, Suíça. 1859–1917

“Não almejamos nem o elefante da Índia, nem a girafa do continente negro. Queremos o que é nosso, o amazônico, o paraense”, anunciou o zoólogo Emil August Göldi quando decidiu especializar o Museu Paraense em estudos amazônicos.

 

A mais antiga instituição científica da Amazônia hoje leva seu nome, na forma aportuguesada que adotou: Museu Paraense Emílio Goeldi.

 

Goeldi pertencia às sociedades naturalistas de Sankt Gallen e Schaffhausen. Estudou Zoologia e Anatomia Comparada em Leipzig e Jena, na Alemanha. Tinha 25 anos e acabara de defender o doutorado sobre peixes de couraça quando recebeu um convite inesperado: ser subdiretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Desenho de Ernst Lohse. Estampa 7 do “Álbum de Aves Amazônicas”, publicado por Emílio Goeldi, 1900

Acervo Museu Paraense Emílio Goeldi, Ministério da Ciência e Tecnologia, Governo do Brasil

Permaneceu seis anos no cargo. Depois, em 1890, engajou-se com o sogro, Carl Eugen Meyer, no projeto da Colônia Alpina. Como administrador desse assentamento para suíços na Serra dos Órgãos (RJ), Goeldi colecionou conflitos. Dedicava, provavelmente, mais atenção a suas pesquisas do que aos imigrantes, insatisfeitos com as condições de moradia e com as terras cobertas por florestas.

 

Com o fracasso da iniciativa, veio a calhar o convite recebido, em 1893, para reformular o Museu Paraense com o rigor dos círculos científicos europeus. Goeldi ficou 13 anos à frente de uma equipe de cientistas e técnicos. Grande parte da Amazônia foi visitada para formar as primeiras coleções.

 

Depois de deixar o museu, em 1907, mudou-se para Berna, na Suíça.

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