Erich Rheinhold Meili

Erstfeld, Suíça. 1909–1999

Um dia antes de deixar a Suíça, em 1936, o engenheiro Erich Reinhold Meili e a esposa, Helene Marie Louise, foram até as margens do Limmat. Jogaram no rio seus guarda-chuvas porque, a partir daquele momento, só queriam saber de sol. Vieram para São Paulo, terra da garoa.

 

Formado pela Politécnica de Zurique, Meili empregou-se em São Paulo como calculista de estruturas de concreto. Quando o assoalho de madeira do Viaduto do Chá não suportava mais o tráfego, calculou e acompanhou sua reconstrução em concreto. Participou também do projeto do edifício do Mappin, em frente ao viaduto.

Ao fundar a própria empresa, na década seguinte, homenageou a acolhida dos brasileiros mudando o nome para Eurico. Durante 30 anos, o Escritório Técnico Eurico Meili uniu-se a grandes arquitetos modernistas.

 

Com Vilanova Artigas, construiu o Estádio do Morumbi. Com Oscar Niemeyer, fez o Palácio da Agricultura (Detran). Construiu a Estação e Terminal do Jabaquara de Metrô.

Erich Meili em visita à obra do edifício que abrigaria as lojas Mappin, década de 1930

Acervo Família Meili

Meili assinou projetos para empresas suíças como Brown Boweri, Eternit, Sandoz, Ciba-Geigy e Roche. Ao lado da dinâmica Helene, trabalhou para a Associação Suíça de Beneficência Helvetia, participou da fundação da Igreja Evangélica Suíça de São Paulo e da Escola Suíço-Brasileira de São Paulo.

 

Ao se aposentar, ainda sob o sol dos trópicos, cultivou um jardim com exemplares da flora nativa. Era fã de Burle Marx.

 

 

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