Fabiana de Barros

SÃO PAULO, SP, 1957

Retrato de

Fabiana de Barros

Foto: Laurent Guiraud

 

Natural de São Paulo, Fabiana gosta de dizer que é paulistana pura, pois nasceu, cresceu e se formou na capital paulista.

 

Filha do pintor e fotógrafo Geraldo de Barros, Fabiana seguiu os passos do pai: formou-se em artes plásticas pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em 1983 e logo foi premiada no Salão Paulista, cujo prêmio era uma bolsa de estudos de um ano fora do país. Aconselhada pelo pai e apaixonada na época por um rapaz filho de suíço e de mãe baiana, eles se casam e se transferem para Genebra.

 

O casamento durou pouco, mas sua paixão pela Suíça, não. Fabiana ampliou sua formação artística, participando de cursos e conhece importantes artistas suíços. Entra para a École des Beaux Arts de Genebra em 1988 no curso de pós-graduação, tendo como orientadora a artista Carmen Perin.

 

Próxima do meio artístico suíço e encantada pela cultura do país, Fabiana resolve permanecer em Genebra, onde não só expõe seus trabalhos como é reconhecida e premiada. Casa-se com Michel Favre, suíço e um profissional das artes visuais, e desde 1996 mantêm juntos uma rica parceria, em que realizam trabalhos de videoinstalação, numa junção de artes plásticas, cinema, fotografia e novas mídias. O casal se divide entre o Brasil e a Suíça, passando períodos do ano entre os dois países.

 

Além da carreira, Fabiana cuida do acervo da obra de Geraldo de Barros. Produziu 1988 o filme, dirigido por Michel Favre, sobre o pai: ‘Geraldo de Barros: sobras em obras’, e lançou em 2013 o livro ‘Geraldo de Barros, Isso’, pelas Edições SESC.

 

Tendo exposto em vários países, Fabiana participou da Bienal de São Paulo de 1989, teve sua obra ‘Tour du Monde’ exposta no MASP (Museu de Artes de São Paulo) e na Galerie Care Off, de Genebra, além de exposições no Museu Elysée em Lausanne, na Suíça  em 2000, no MoMa de Nova York em 2007.

 

Para os próximos anos, segue com trabalhos de curadoria e criação e de articulação de novos projetos em torno da obra de Geraldo de Barros.

 

Faz questão de dizer que precisou sair do Brasil para enxergar o país com outro olhar e se define como uma artista contaminada com a cultura da Suíça, mantendo vivas as raízes brasileiras em sua obra.

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foto acervo particular

Fiteiro Cultural, instalação “in-sito”

1998 – João Pessoa

Foto: Fabiana de Barros

For your safety, instalação mix media

1991, Coleção Museu de Arte Contemporânea de São Paulo MAC

Foto: Fabiana de Barros

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