Gérald Perret

Rolle, Suíça. 1945

O superintendente da Sociedade Cultura Artística, um dos principais polos da música erudita do país, conheceu Camilla Silva Telles quando estudava no Institut des Hautes Études Internationales de Genebra.

 

“Eu tinha 10 ou 12 anos quando assisti a ‘Orfeu Negro’, filme francês que se passa no Rio de Janeiro”, recorda. “Fiquei apaixonado pela música brasileira. A partir daí, comecei a procurar o tempo todo coisas sobre a cultura brasileira. Anos mais tarde, é claro que encontrei uma brasileira na faculdade.”

 

Perret chegou a São Paulo, em 1971. Foi assessor econômico da empresa de café Cacique nos primeiros oito anos. Em 1979, foi para a Sociedade Cultura Artística. “O meu sogro era o diretor e, de um momento para outro, me propôs assumir a direção.”

Apresentação da Orchestre de la Suisse Romande na Sala São Paulo em concerto promovido pela Sociedade Cultura Artística, 2009

Acervo Sociedade Cultura Artística

Ele reconhece que foi um privilégio. “O Brasil me deu isso, seria muito difícil ter essa trajetória na Suíça. Acho que eu não teria encontrado essas portas abertas.”

 

Uma caixa vazia. Assim descreve as condições do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, nos anos 70, quando a TV Excelsior, que alugava o espaço desde 1960, faliu.

 

Agosto de 2008: novamente uma caixa vazia. Um incêndio destruiu o edifício projetado por Rino Levi. Danificado, o painel de Di Cavalcanti da fachada foi o que restou. Os concertos foram transferidos para a Sala São Paulo.

 

O projeto de reconstrução foi lançado imediatamente. Perret, com o mesmo empenho de anos atrás, diz que o novo teatro será o mais moderno de São Paulo.

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