Guilherme Gaensly

Wohlhausen, Suíça. 1843–1928

Pelas lentes de Guilherme Gaensly, a cidade de São Paulo eternizou-se no momento em que se transformava em metrópole. Suas fotos captaram o impulso trazido pelos imigrantes, que fizeram a população saltar de 47 mil para 240 mil pessoas em apenas 14 anos. Essas imagens são hoje ícones da cidade no início do século 20.

 

Guilherme, na verdade Wilhelm Gaensly, nasceu em Wohlhausen, cantão de Thurgau. Aos 5 anos mudou-se para Salvador com a família, que fundou uma empresa importadora de tecidos e exportadora de algodão. Começou a fotografar ainda adolescente. Em 1871, abriu seu primeiro estúdio.

“Vista da Avenida Paulista”. Plano geral em direção à rua da Consolação 1907, região onde se encontra hoje o Consulado-Geral da Suíça em São Paulo

Acervo Fundação Energia e Saneamento

Quando trocou Salvador por São Paulo, abriu uma filial da empresa Photographia Gaensly & Lindemann, na rua XV de Novembro.

 

Aos 50 anos, tornou-se o melhor fotógrafo de São Paulo. Seu olhar captou a aristocrática elegância dos casarões da avenida Paulista. Os bondes nas ruas de paralelepípedos. As plantações de café de Araraquara, Ribeirão Preto, Campinas, São Manoel e Santa Cruz das Palmeiras, no interior de São Paulo.

 

Durante mais de 25 anos, fotografou para a São Paulo Tramway Light and Power Company (atual Eletropaulo), o que lhe permitiu exercitar o talento para paisagens. Trabalhou também para a Secretaria de Agricultura do Estado.

 

Seu talento foi reconhecido ainda em seu tempo. Gaensly recebeu prêmios tanto na Expo­sição Universal de Paris, em 1889, como na Exposição Internacional de Saint-Louis, em 1904.

 

Ironicamente, não se conhece nenhuma fotografia de seu rosto.

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