Jacob Joye

Villaz-St-Pierre, Suíça. ?–1866

Padre Jacob Joye, primeiro pároco de Nova Friburgo

Acervo da Paróquia de São José do Ribeirão, Bom Jardim, RJ

Como passageiro do Urânia, Jacob Joye, primeiro pároco da vila de Nova Friburgo, realizou os ofícios fúnebres de 109 suíços, entre adultos e crianças, que morreram durante a viagem que os trouxe ao Brasil. O relato da viagem, feita em 1819, permite reconstituir os primórdios da colônia.

Ao desembarcar no Rio de Janeiro, Joye escandalizou-se ao primeiro contato com a escravidão. “Durante o dia não vimos senão negros, eles fazem todo o trabalho. A maneira como são tratados me causou uma impressão extremamente sensível, tanto que não podia esperar o momento de voltar a bordo”, escreveu.

 

Pouco tempo depois, revelaria outra disposição em suas fazendas,

A Igreja de São José do Ribeirão guarda os restos mortais do padre

Imagem de Regina Lo Bianco

mantidas às custas do trabalho de escravos e de órfãos da colônia.

 

O abade dedicou sua intransigência ao primeiro pastor luterano do Brasil, Friedrich Sauerbronn, que chegou em 1824 a Nova Friburgo. Para seu desgosto, o pastor ergueu um templo antes que ele o conseguisse. Cansado de solicitar a construção de uma igreja, Joye optou por uma solução insólita: em 1837, transferiu as cerimônias religiosas para as dependências da Câmara.

 

Joye participou ativamente da vida política e deve-se a ele a fundação da primeira loja maçônica de Nova Friburgo. Entre acertos e conflitos, a partir de 1841 recolheu-se em sua fazenda de São José do Ribeirão.

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