Johann Jakob von Tschudi

Glarus, Suíça. 1818–1889

Em 1838, dois anos após Charles Darwin retornar com o navio Beagle para a Inglaterra, o barão suíço Johann Jakob von Tschudi, outro naturalista interessado na descoberta de novas espécies, deixou a Europa rumo à América do Sul.

 

Por seis anos Tschudi viajou pelo mundo. Ficou outros cinco no Peru, para pesquisar a fauna e populações incaicas. Nos anos seguintes, fez suas primeiras viagens ao Brasil para pesquisas.

Formado pela Universidade de Neuchâtel, Tschudi já era reconhecido nos meios cientí­ficos quando, em 1860, foi encarregado pelo governo da Confederação Helvética de visitar todas as colônias suíças no Brasil.

 

Sua missão era verificar as condições em que viviam os imigrantes.

 

Os relatos da visita, publicados em “Viagens pela América do Sul”, livro de cinco volumes, são fundamentais para reconstituir a história dos pioneiros. Depois de sua inspeção, o fluxo de imigrantes foi extinto.

 

Sobre o sistema de parceria das fazendas de café, origem da Revolta de Ibicaba, Tschudi fez comentários favoráveis – desde que os colonos não fossem “onerados com dívidas demasiado pesadas nem injustas”, escreveu ele.

Fac-símile da publicação “Reisen durch Südamerika”, de Johann Jakob von Tschudi. Editora F.A. Brockhaus, 1868

Acervo Instituto Martius-Staden

A empresa Vergueiro & Cia não escapou im­pune, culpada, segundo ele, pela “ambiguida­de da redação dos contratos”.

 

O barão criticou muito do que viu nas colônias, mas isentou o governo de culpa: “O governo imperial está imbuído das melhores intenções, não negligencia nada no intuito de favorecer a colonização...”

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