Julius Meili

Zurique, Suíça. 1839–1907

O cônsul suíço Julius Meili teve a mais completa coleção numimástica brasileira, um hábito que o colecionador adquiriu ao mudar-se para o Rio de Janeiro.

 

Hermann Friedrich Julius Meili estabeleceu-se em Salvador em 1875, assumindo a direção do Consulado Suíço na capital baiana até o ano seguinte.

 

Após sua experiência como cônsul, no final do império, veio para o Rio de Janeiro dirigir a sucursal da firma “Cramer, Frey & Cia.”, cuja matriz ficava na Bahia. Foi na capital imperial que Meili começou a colecionar medalhas, moedas e notas de papel-moeda brasileiras, formando assim a maior coleção numismática no Brasil.

 

Em 1895, publicou, em Zürich, o livro “Coleção Numismática de Julius Meili”, em alemão.

 

Dois anos depois, retornou à Suíça, como sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde publicou seu segundo livro “As moedas da Colônia do Brasil – 1645-1822”.

 

Seu terceiro trabalho foi publicado em 1903, em português, sob o título de “O meio circulante no Brasil – A moeda fiduciária no Brasil – 1771 a 1900”.

 

Com a morte de Meili, em 1907, a família ofereceu à Confederação Suíça sua coleção de medalhas para que ficassem expostas no Museu Nacional de Zürich.

 

O acervo era constituído por 3.115 moedas de ouro, prata, cobre, níquel e outros metais, 390 medalhas e 1.104 cédulas de papel-moeda.

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