Marianne Salusse-Joset

Courfaivre, Suíça. 1806–1900

“Oh! Bons e saudosos bailes do salão Salusse!”, escreveu Machado de Assis em 1893 sobre o hotel de Marianne Salusse-Joset e seu marido, Guillaume Salusse. Por muitos anos, a vida social de Nova Friburgo gravitou em torno do hotel, finamente decorado e frequentado pela elite que fugia do calor e da febre amarela que grassavam no Rio de Janeiro.

Marianne Salusse-Joset estende as mãos a um trineto, 1892

Acervo da Chácara do Paraíso (Família Moraes)

O hotel representa também um momento de superação das dificuldades em uma família que fundou Nova Friburgo. Marianne chegou à colônia em 1819, depois de quase cinco meses a bordo do veleiro Deux Catherine, que partiu de Antuérpia para o Rio de Janeiro. Logo de início, perdeu a mãe e o irmão, contando apenas com o pai para enfrentar os desafios dos pioneiros.

 

Empreendedora e decidida,

Hotel Salusse, casarão de dois andares famoso pelos bailes, 1870

Acervo Pró-Memória de Nova Friburgo

vislumbrou potencial na expansão do café em Cantagalo, que transformou Nova Friburgo em parada obrigatória para tropeiros. Para recebê-los, o casal Salusse abriu uma “casa de pasto” e um bilhar.

Os negócios prosperaram.

 

Em 1837, eles criaram uma hospedaria para os que buscavam nas montanhas cura para doenças como a tuberculose. Dali surgiria o Hotel Salusse.

 

Marianne sempre dividiu-se entre a

família e os negócios. Teve oito filhos e muitos descendentes, que a chamavam de “Grand Maman”.

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