Marie-Louise Katharina Schmid

Schwyz, Suíça. 1917–2006

Marie-Louise Schmid nasceu em Schwyz. Estudou na Suíça e na França, aperfeiçoou-se na Inglaterra e Itália. Em Florença, desenvolveu o pendor artístico.

Poliglota, pianista, cantora e professora de línguas, circulava com desenvoltura pela Europa ou em Ilhéus, na Bahia, para onde imigrou após se casar com o suíço Werner Schmid.

Tornou-se uma figura popular, ensinando línguas na Faculdade de Itabuna e como professora particular na bela casa que construiu num dos morros da Cidade Nova.

Autodidata, assinava Emeles, pintando belos quadros que expressavam seu amor pela natureza. Revelava um estilo próprio ao retratar as naturezas-mortas com que se deparava no clima quente e úmido dos trópicos.

 

Rompeu com o marasmo típico de uma cidade do interior e fundou a Associação Ilheense de Arte (AIA), organizando concertos de música

Frutas da Bahia.

Óleo sobre tela. Salvador, 1974.

clássica, trazendo artistas de renome, grupos de teatro e a Orquestra Sinfônica Estadual para se apresentar em Ilhéus.

 

Tocava piano e sempre gostou de cantar, o que fez até os 87 anos.

Apresentou-se em Salvador com o Grupo de Óperas do Teatro Castro Alves.

Sociável e sem preconceitos, deixava sua marca por onde passava.

Viveu intensamente, viajou pelo mundo.

 

Desconhecia a palavra depressão, experimentando nostalgias momentâneas ao recordar-se de parentes e das montanhas nevadas de Schwyz. Sentimento passageiro, porque considerava o Brasil sua segunda pátria e tinha muito gosto pela vida.

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