Walter Riedweg

Lucerna, Suíça. 1955

MauWal, nome artístico da dupla, é sinônimo de inquietação e experimentação com a linguagem. No circuito mundial de arte contemporânea, Dias e Riedweg desenham sua trajetória nos eventos mais importantes. Viajam muito e a maioria dos projetos envolve a cidade e os moradores do local onde expõem.

 

Na Documenta de Kassel, apresentaram em 2007 a instalação “Funk Staden”: uma fogueira arde em um morro do Rio de Janeiro ao som de funk e sobrepõe-se a um desenho de Hans Staden sobre índios antropófagos.

 

Em 2009, a Americas Society de Nova York viu a coletânea “...and It Becomes Something Else”, sobre imigração, exílio e deslocamento. “Raimundos, Severinos e Franciscos” traz nordestinos que são porteiros em São Paulo. Outro trabalho mostra policiais da fronteira do México com Estados Unidos, amáveis com seus cães e ferozes com as pessoas.

Still de vídeo, parte da obra "Funk Staden", por Maurício Dias & Walter Riedweg, 2007

Acervo Maurício Dias & Walter Riedweg

Encontros, conflitos, relatos, fronteiras, vida à margem da sociedade e cultura dominantes: a matéria-prima de seus projetos de arte pública vem da colaboração e da interação com o outro, de exercícios de tradução e mediação do mundo.

 

“A arte deve servir de plataforma de reflexão sobre a vida”, definem.

 

Dias estudou Artes Plásticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Riedweg estudou na Academia de Música de Lucerna e na escola de teatro Dimitri, de Verscio. Fez workshops de artes performáticas da Universidade de Nova York. Encontraram-se na Basiléia em 1993 e desde então trabalham juntos. Vivem no Rio de Janeiro.

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