Mira Schendel

Zurique, Suíça. 1919–1988

Myrrha Dagmar Dub tentou mostrar a “visibilidade do invisível” na Bienal de São Paulo, de 1969, com uma instalação em forma de cubo translúcido feita de fios de náilon que pendiam de uma grade.

Seu diálogo era com a fronteira do imaterial. “O espaço vazio me comove profundamente.”

 

A maioria de suas obras não tem título, mas ela costumava dar nome às séries. “Monotipias”, a série mais longa e uma das mais importantes, foi realizada entre 1964 e 1966. A artista usava folhas transparentes de papel para que a palavra mostrasse “o maior número de faces para ser ela mesma”.

 

Ela viveu nos anos 30 em Milão, onde estudou Filosofia na Universidade Católica e frequentou a Escola de Artes. Na Segunda Guerra, refugiou-se em Sarajevo. Casou-se com o croata Josip Hargesheimer e, juntos, fugiram para trabalhar na Organização
Internacional de Refugiados, em Roma.

Desenho "Sem Título" da série: "Aaaa", por Mira Schendel, 1960

Acervo MAM/SP. Imagem por Rômulo Fialdini

Em 1949, mudou-se para Porto Alegre. Assinava com o nome de casada, Mira Hargesheimer. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Dois anos depois, quando se mudou para São Paulo e encontrou Knut Schendel, adotou novo sobrenome.

 

Trabalhou com design gráfico, litografia e serigrafia. Pintou, esculpiu, escreveu poemas, restaurou imagens barrocas. Na década de 80, produziu os “Sarrafos”, têmperas brancas e negras, além de iniciar uma série de quadros com pó de tijolo.

 

O maior reconhecimento veio após sua morte. Em 2009, o MoMa de Nova York apresentou uma retrospectiva de suas obras ao lado de trabalhos do argentino León Ferrari.

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