PABLO STÄHLI

ZURIQUE, SUÍÇA 1944

O mundo das artes sempre esteve presente na vida do suíço Pablo Stähli.

 

Natural de Zurique, ele começou o aprendizado profissional como livreiro.

Foi redator de textos publicitários e diretor de filmes comerciais na Basiléia, editor de livros de arte e de gravuras em Lucerna e, em 1974, fez a primeira de sua série de viagens ao Brasil, antes de fincar raízes em terras brasileiras.

 

O Nordeste, mais precisamente a cidade do Recife, era seu ponto de chegada. Foi lá que conheceu Iracema Couto da Silva, com quem se casou e teve dois filhos.

 

Em 1977, com alguns amigos, fundou a Associação RecifEscola e construiu a escola Albin Stähli, em Igarassu, e a Mathilde Stähli, em Itapissuma, região metropolitana do Recife.

 

Em 2004, encerra suas atividades na Europa e se muda para o Recife.

 

Desde então, organizou mais de 300 exposições com artistas plásticos nacionais e estrangeiros e participou de feiras internacionais de arte contemporânea.

 

Em 1992, realiza a exposição “O voo da asa branca”, levando uma jangada brasileira até o lago de Zurique.

Stähli mostrou aos suíços fenômenos característicos do Nordeste, como as carrancas do rio São Francisco, Lampião e o mundo do cangaço, Jota Borges e a literatura de cordel, a música de Luiz Gonzaga, a história de Padre Cícero e o acervo da Fundação Joaquim Nabuco.

Com 500 páginas, o catálogo da exposição é considerado até hoje a melhor publicação sobre o assunto.

 

A editora Stähli Recife publicou livros sobre Lampião, a Guerra de Canudos, o “Catálogo Brasileiro”, com anotações de viagem do fotógrafo suíço Peter K. Wehrli, e deve lançar o primeiro o livro sobre a Pinacoteca de Igarassu/PE.

Em colaboração com o xilogravurista J. Borges, Stähli editou várias obras do artista e o levou a expor fora do Brasil.

 

Dono de um arquivo com 5 mil fotografias do Brasil e uma coleção com 500 objetos de arte popular, Stähli possui ainda uma coleção de autógrafos e fotografias de Luiz Gonzaga.

 

É cidadão pernambucano e ostenta a medalha de mérito da Fundação Joaquim Nabuco, recebida da Prefeitura de Igarassu.

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foto acervo particular

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