SONIA GUGGISBERG

SÃO PAULO, SP, 1964

Nascida em São Paulo, Sonia é de família suíça: seu pai Edy Guggisberg se estabeleceu no país e, com grande conhecimento em mecânica, criou peças de suspensão de automóveis e fundou a indústria Axios, atual Monroe Axios. Pioneiro na área, Edy fornecia buchas de suspensão para todas as montadoras. Sonia conviveu com o pai somente até os 9 anos, quando ele faleceu, ano em que seu avô Ernesto Guggisberg também veio a falecer. Mas certamente herdou dele o talento e o dom para a criação: ela se graduou em 1986, na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em desenho industrial.

Mãe de três filhos, que estudaram na Escola Suíço-Brasileira de São Paulo, Sonia direcionou sua formação para a área artística. Mestre em Artes, pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), finaliza seu doutorado, em 2014, em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Desde a década de 90, Sonia atua como artista, videomaker e pesquisadora, participando de mostras coletivas e individuais e ministrando palestras e workshops pelo país e pelo mundo.

De 2005 a 2007 a artista se debruçou sobre o projeto “Bolhas Urbanas”, com intervenções em ruínas do patrimônio histórico da cidade de São Paulo. Sonia instalou gigantes ilhas de agua dentro de espaços históricos.

Fotografia, 2011

“A água, como patrimônio de vida, que me jogou para a superfície e em seguida para seu local de origem, ou seja, para dentro do subsolo onde se encontram as reservas subterrâneas.”

Em 2008 realizou a vídeo-instalação “Nascente” no antigo cofre do Centro Cultural do Banco do Brasil em São Paulo onde propôs uma reflexão sobre a relação entre mananciais naturais e reservas financeiras do país.

O subsolo se tornou uma questão em seu trabalho. Sendo assim, voltou sua pesquisa para o redesenhar da cidade, para o subsolo urbano e as consequências vivenciadas pelos cidadãos.

 

Sonia Guggisberg acredita que a cultura é a melhor forma de se lutar pela sustentabilidade do planeta, pois é o ser humano que altera o espaço e o ambiente, tanto construindo como destruindo. Em 2013, Sonia criou “Submersão”, um painel fotográfico com 450 metros quadrados, onde se veem crianças nadando dentro de bolhas numa imensa piscina, a imagem discute a clausura humana dentro do universo urbano. No momento, a artista tem um novo trabalho em fase de criação: o projeto “Lost Sounds”.

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Fotografia 2012

 

foto: Acervo particular